Como fazer um bom processo seletivo para estagiários?

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Formar uma equipe de alta performance é fator fundamental para qualquer organização. Essa etapa começa pelo recrutamento e seleção, então, nada de contar com a sorte na hora de selecionar trabalhadores. Contudo, quando o assunto é processo seletivo para estagiários , o cuidado na contratação é o mesmo. 

É comum que esse público apresente pouca ou nenhuma experiência, por serem jovens e estarem iniciando uma carreira. 

Mas, podem contribuir bastante para o sucesso da empresa.

Para saber como, continue a leitura e confira tudo. 

Vamos lá!

Como é o processo seletivo para estagiários?

Grandes empresas optam por processos seletivos maiores e com muitas etapas, já as menores são pontuais e as etapas se aplicam apenas às necessidades.

No entanto, independente do porte da empresa e da maneira que o processo seletivo será conduzido, o que a instituição busca são candidatos que atendam aos requisitos para preencher a vaga. 

As etapas de um processo seletivo para estagiários são:

  • Seleção de currículos: os currículos são analisados e os que mais se enquadram na vaga em aberto são selecionados;
  • Teste online: são aplicados aos candidatos com o foco em analisar as competências técnicas do estudante;
  • Dinâmica em grupo: aborda desafios que fazem o candidato trabalhar em equipe, pensar rápido e apresentar a todos os seus resultados, servem para avaliar o dinamismo, atenção, comunicação e claro, a capacidade de trabalhar em equipe;
  • Entrevista individual: é o momento em que o contratante e o candidato podem conversar olho no olho, conhecendo melhor, entendendo o motivo de ter escolhido determinado curso. É a etapa final do processo seletivo, onde o candidato é avaliado se será ou não contratado.

Pontos a se considerar ao fazer processo seletivo para estagiários

Cada recrutador tem a sua maneira de conduzir um processo seletivo. 

Mas, existe ainda uma base técnica e prática por trás da atuação desse profissional, que é responsável pelo conhecimento de cada etapa envolvida.

Entretanto, alguns pontos merecem ser considerados para que o processo seletivo de um estagiário ocorra da melhor forma possível.

  • Currículo bem feito e com as informações necessárias;
  • Postura diante do entrevistador;
  • Linguagem corporal;
  • Linguagem verbal;
  • Aparência;
  • Pontualidade;
  • Saber escutar o entrevistador;
  • Grau de interesse pela vaga.

Como avaliar o perfil dos estagiários

O maior desafio para os recrutadores é avaliar candidatos sem experiências profissionais. 

Ou seja, é possível identificar alguns pontos de personalidade que podem revelar o desempenho dos estagiários nas funções atribuídas. 

Alguns pontos merecem atenção:

  • Nível de comprometimento;
  • Interesse do estagiário;
  • O que ele passa com a linguagem corporal;
  • Realização de perguntas indiretas para testar o nível de criatividade;
  • Quais as ambições do candidato;
  • Como o candidato se sai nos testes comportamentais.

Por que abrir vaga para estagiários

Um estagiário pode contribuir para a produtividade e resultados da sua empresa, desde que, realize um bom trabalho. 

Abrir vaga para estagiários permite que os jovens conquistem a tão sonhada vaga de emprego.

Além disso, os estagiários podem atuar para as estratégias promocionais da empresa, ou seja, divulgam a marca da empresa, a fim de aproximar o público e aumentar as vendas.

Quais os melhores processos seletivos para estagiários?

O melhor processo seletivo é aquele inovador e que não vem pronto. 

Por isso, é válido pensar em todas as ferramentas e como utilizá-las para alcançar maiores e melhores resultados. 

Algumas organizações são referências nesse quesito. 

Confira!

  • Google;
  • Heineken;
  • Magazine Luiza;
  • FedEx;
  • PwC;
  • Prudential;
  • Microsoft.

Como fazer um processo seletivo para estagiários:

Realizar um processo seletivo eficiente requer empenho e responsabilidade da área de recursos humanos. 

Algumas dicas podem auxiliar na hora de realizar um bom processo para estagiários adequadamente.

E lei em consideração a lei do estagiário.

1 Opte pela gamificação

A gamificação é uma estratégia utilizada como um exemplo para o ensino de metodologia ativa.

Ou seja, a utilização de jogos ou atividades com o intuito de engajar e motivar os candidatos.

2 Ofereça uma comunicação mais ativa

Refere-se ao termo de oferecer ambientes de trabalho onde funcionários se sintam à vontade para compartilhar suas ideias, opiniões e preocupações sem medo ou vergonha.

3 Promova entrevistas individuais e em profundidade

Uma entrevista em profundidade é uma técnica de pesquisa qualitativa onde o pesquisador utiliza de experiências presenciais ou semipresenciais.

Com isso permite conhecer ainda mais o candidato.

4 Atividades extracurriculares são tão importantes quanto experiência profissional

Conhecidas como atividades que os estudantes fazem além da sala de aula. 

Sua prática promove ainda mais conhecimento e novas experiências. 

São essenciais para conhecer áreas diferentes e sair da zona de conforto.

5 Se atente nas soft skills

De forma bem simples, é a forma de analisar as habilidades comportamentais que o candidato possui durante a realização das suas atividades diárias. 

É ligada diretamente com a forma que lidamos com toda a equipe.

Ademais, aposte em estratégias e maneiras corretas de contratar um estagiário. 

A parte do processo seletivo é de grande importância para que o candidato se saia bem e entenda como os ciclos da instituição funcionam, garantindo experiências positivas para todos. Quer receber mais conteúdos como esse? Assine nossa newsletter.

Justa Causa: descubra quais são os principais motivos

justa causa

Os contratos de trabalho regidos pela CLT dispõem de diversas regras que precisam ser cumpridas, tanto pelo colaborador como pelo empregador. O descumprimento de algumas regras por parte do trabalhador pode acarretar uma demissão por justa causa.

É de responsabilidade do setor de RH preparar esse tipo de demissão sempre que uma falta grave for cometida.

Quando isso ocorre, diversos direitos trabalhistas podem deixar de ser pagos pelo empregador.

Quer entender mais sobre o assunto? Prossiga com a leitura!

O que diz a lei sobre esse tipo de rescisão?

O artigo 482 da nossa CLT trata da rescisão de contrato de trabalho por justa causa, após a reforma trabalhista. A rescisão do contrato de trabalho tem suas diretrizes expostas na Consolidação das Leis do Trabalho, que teve acréscimos dados pela publicação da Lei 13.467/2017, a chamada Reforma Trabalhista, admitindo, já antes, diversas formas de rescisão.

Caracterizam justa causa (art 482) o desempenho insuficiente ou a não adaptação ao trabalho, no caso de aprendiz (artigo 433, incisos I, II e III) e o ferroviário que se recusa, sem justificativa, à execução de serviço extraordinário (artigo 240 no parágrafo único).

Também é considerado ato faltoso passível de rescisão a recusa do empregado, sem justificativa, a “observar as normas de segurança e medicina do trabalho” ou “ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa” (parágrafo único do artigo 158 da CLT).

O artigo 482 expõe o rol de condutas que ensejam a resolução do contrato de trabalho por justa causa do empregado e iniciativa do empregador:

Improbidade

“Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade […]”. O ato de improbidade nas relações trabalhistas é a conduta desonesta que interfere no patrimônio do empregador, ou de terceiros, desde que seja relacionado com o trabalho. Por exemplo, furto ou roubo.

Incontinência ou Mau Procedimento

É justa causa para rescisão contratual e se dá quando há incompatibilidade com a moral sexual do empregado ou ato ofensor à ética.

Negociação Habitual

A negociação habitual por conta própria refere-se à prática comercial reiterada, em detrimento da empresa e sem autorização do empregador.

Condenação Criminal

Também é motivo de justa causa a “condenação criminal do empregado, passada em julgado […]” sem suspensão da execução da pena.

Desídia

A negligência reiterada ao desempenhar funções, resultando em desleixo, desmazelo, após aplicação das sanções de advertência e suspensão pelo empregador, resulta nesse tipo de rescisão.

Embriaguez

A “embriaguez habitual ou em serviço;” pode se dar de forma habitual, constituída pelo vício, ou uma única vez em serviço, e tem base na proteção dos demais trabalhadores e de terceiros, uma vez que o estado de embriaguez pode causar acidentes graves.

Violação de Sigilo

Ainda de acordo com o artigo 482, o empregado tem o dever de guardar sigilo sobre as informações exclusivas da empresa. A violação do segredo gera rescisão pelo empregador.

Insubordinação

Configura justa causa, também, a conduta de “indisciplina ou de insubordinação” com o descumprimento de ordens consubstanciadas por portarias, instruções internas e regulamentos da empresa.

Abandono de Emprego

O abandono de emprego é assim caracterizado após 30 dias de ausência, conforme o entendimento dos Tribunais.

Ato Lesivo

O “ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem”. Também é motivo  o “ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem”.

Jogos de Azar

A prática jogos de azar previstos na legislação penal, como o jogo do bicho.

Perda da Habilitação

A “perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão, em decorrência de conduta dolosa do empregado” resulta na rescisão do contrato de trabalho.

Atos Atentatórios à Segurança Nacional

“Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática, devidamente comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios à segurança nacional”, finalizando o artigo 482 com o parágrafo único.

Direitos do trabalhador

O colaborador demitido recebe apenas seu saldo de salário e férias vencidas. Ele não tem direito à indenização, seguro-desemprego, aviso prévio, 13º salário, ao saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e, por conseguinte, não receberá a multa de 40% sobre o FGTS.

Como o RH deve proceder nesse tipo de demissão?

Realizar uma demissão por justa causa não é uma tarefa fácil. Mas, mesmo que este tenha cometido falha grave, o processo deve ocorrer de forma humanizada, preservando os direitos e integridade do colaborador. A preparação do RH, principal responsável por realizar esse processo, é fundamental:

  • é importante que, antes do colaborador ser encaminhado para o RH, já tenha sido comunicado previamente por seu gestor ou líder sobre a demissão;
  • na hora de comunicar a dispensa, o ambiente escolhido deve possibilitar uma conversa particular, para que não haja constrangimento ao colaborador;
  • quando a comunicação do desligamento ocorrer, é preciso que todas as dúvidas sejam esclarecidas, principalmente o motivo do desligamento;
  • todas as dúvidas a respeito do motivo da demissão devem ser esclarecidas. Apesar de se tratar de uma situação em que a empresa foi prejudicada, todos os passos do desligamento devem ocorrer respeitosa e profissionalmente.

Essas são algumas etapas prévias, importantes para anteceder as questões burocráticas que o setor de Recursos Humanos precisará realizar. É sabido que a demissão com justa causa é a penalidade máxima que pode ser aplicada a um colaborador. Portanto, deve ser feita com extrema cautela pelo empregador.

Principalmente considerando que, se houver comprovação, em uma Reclamação Trabalhista, de que a demissão foi indevida ou não teve os requisitos observados, o empregado receberá os mesmos direitos da rescisão sem justa causa. Assim, a demissão com justa causa pode ser convertida em demissão imotivada quando não ficar comprovado que houve violação às condutas previstas no artigo 482.