Equidade de gênero: o que é e como promover na empresa

Nos dias de hoje, é comum ver as mulheres no mercado de trabalho, mas crescer profissionalmente, ser reconhecida, entrar em posições de liderança e com salários iguais aos homens ainda é uma batalha para a população feminina e por isso é tão importante falar de equidade de gênero.

Se hoje as mulheres estão dentro dos mais diversos setores, por muito tempo elas foram privadas da vida pública e das decisões econômicas e políticas do país. Foi só em 1932 que as mulheres começaram a votar e em 1934 que adquiriram seus primeiros direitos trabalhistas.

Mesmo com muitas evoluções de lá até hoje, ainda falta muito a acontecer: segundo relatório sobre igualdade, de 2020, do Fórum Econômico Mundial, a equidade de gênero ainda é uma realidade distante e estima-se que serão necessários aproximadamente 250 anos para que exista igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Esse é um tema que não pode ficar para depois e precisa estar presente dentro do seu negócio, afinal, investir em pessoas, diversidade e equidade de gênero acelera desenvolvimento e coloca empresas em novos patamares. Vamos falar mais sobre o tema, acompanhe!

O que é equidade de gênero?

A equidade de gênero é a promoção do tratamento justo entre homens ou mulheres, ou seja, a eliminação de preconceitos e ideias estabelecidas com base no gênero de cada indivíduo.

A palavra equidade é sobre reconhecer o direito de cada um, sendo assim, aqui trata-se sobre os direitos serem garantidos de forma igualitária, assegurando justiça e oportunidades para homens e mulheres.

Mulheres e mercado de trabalho

A equidade de gênero é um tema múltiplo e que está dentro de todas as esferas, seja social, familiar e profissional. Quando falamos de mercado de trabalho, é preciso que as empresas vão muito além de contratar mulheres, mas sim apoiar de fato os movimentos para que exista desconstrução dos pensamentos atuais para que, enfim, a sociedade – ou pelo menos parte dela – caminhe para a equidade.

O mercado de trabalho ainda é um ambiente difícil para as mulheres e não faltam dados que comprovam esse fato: em pesquisa realizada pelo IBGE (2019), levantou-se que as mulheres receberam 77% dos salários dos homens. Quando falamos em lideranças, essa diferença é ainda maior e elas recebem 61,9% do que é recebido pelos homens.

Além de receber menos nas posições de liderança, as mulheres não são vistas com frequência nesses cargos: segundo a mesma pesquisa do IBGE, as mulheres ocupavam apenas 37,4% dos cargos gerenciais.

Quando comparamos o Brasil com o mundo, também não vamos bem. O país aparece na 78ª posição em ranking sobre igualdade de gênero, de acordo com o Índice de Gênero dos ODS 2022, desenvolvido pela Equal Measures 2030, um relatório global que avalia a evolução dos países em metas e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para a agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). 

No ano passado, 58% das empresas diziam ter políticas formais para a promoção de equidade de gênero, com metas claras e ações planejadas. Mas o quanto será que isso de fato está sendo realizado para tornar o mercado de trabalho um lugar menos hostil para as mulheres?

Como o RH pode – e deve – atuar nesse movimento?

É dever de toda a empresa atuar para que a equidade de gênero seja realidade dentro do ambiente e para que, mais do que contratar mulheres, a organização seja um lugar que de fato valorize a todos, independentemente de seu gênero, e se torne um ambiente seguro para os profissionais.

O RH tem um papel importante nessa pauta, afinal, esse é o time que olha para as pessoas durante sua jornada dentro da empresa e ter ações nesse sentido faz toda a diferença para o desenvolvimento do profissional e da organização.

Dê oportunidades iguais

A equidade de gênero começa no recrutamento ou seleção. Elimine a ideia de “vaga para mulher ou vaga para homem”, afinal, qualquer trabalho pode ser desenvolvido por qualquer gênero desde que o profissional tenha competência técnica para tal, não é mesmo?

Avalie currículos, habilidades técnicas e comportamentais e não o gênero como critério de escolha ou de desempate.

Pague um salário adequado

Além dos dados que já falamos sobre o tema, segundo o mesmo relatório sobre igualdade mundial, a diferença de rendimentos entre homens e mulheres no mercado de trabalho chega a 51%.

Por isso, não basta contratar mulheres, mas é urgente ter políticas de remuneração transparente para que pessoas na mesma posição ganhem os mesmos salários e não exista discriminação em bônus, possibilidades e formas de crescimento que desfavoreçam as mulheres.

Ofereça treinamentos

Os treinamentos são essenciais para os profissionais e com eles é possível elevar o nível técnico e comportamental de suas pessoas para que elas possam performar ainda mais e crescer dentro do ambiente.

Com políticas de educação corporativa, todos os profissionais passam a ter mais chances de se desenvolver – com subsídio do negócio – fazendo com que o gênero não seja mandatório para as mudanças de posição, mas sim a capacidade adquirida.

Torne sua empresa um ambiente seguro

Segundo dossiê realizado pelo Instituto Patrícia Galvão, 36% das trabalhadoras dizem já ter sofrido preconceito ou abuso por serem mulheres. Porém, quando apresentadas a diversas situações, 76% reconhecem já ter passado por um ou mais episódios de violência e assédio no trabalho.

É preciso criar formas de coibir esse tipo de situação dentro do ambiente para que as mulheres se sintam seguras para desenvolver o seu trabalho e crescer em sua posição.

Aqui, além de ações educativas, é importante a criação de comitês, canais de denúncia e acolhimento para que as mulheres se sintam confortáveis em denunciar situações e não tenham medo desse momento. Mais do que isso, tenha políticas claras para investigação e regras claras de punição ao agressor.

Lembre-se que valorizar a mulher vai além das datas comemorativas

É comum que no dia das mães ou no dia 8 de Março, dia internacional da mulher, as empresas invistam em ações, presentes, eventos e conversas para valorização da profissional e da promoção da equidade de gênero.

Mas o que de fato é feito em todos os outros dias do ano? O problema não é comemorar essas datas, mas sim lembrar da equidade apenas nesses dias. Investir em igualdade é um trabalho contínuo e atividade que não tem começo, meio e fim nas empresas, por isso, elas não devem ser lembradas apenas nesse tipo de data.

O quanto seu negócio olha de fato para equidade de gênero e toma ações reais para que ele seja pauta dentro do negócio? Agora que conhece alguns dados e a urgência do tema, reveja seus processos e coloque algumas dicas em prática! Aproveite o tema e saiba mais sobre os direitos das gestantes no trabalho!

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